Economia faz aprovação do governo Lula disparar

BRASÍLIA (Reuters) - A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em setembro atingiu o recorde de 68,8 por cento ante 57,5 por cento em abril, mostrou nesta segunda-feira pesquisa do instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O desempenho é o melhor desde 1998, quando o instituto começou a fazer a pesquisa para a CNT. Sondagem do Datafolha divulgada neste mês também apontou recorde histórico, com 54 por cento de aprovação.

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A avaliação negativa do governo caiu de 11,3 por cento em abril para 6,8 por cento neste mês.

'Isso repousa na economia e nos programas sociais', disse a jornalistas Ricardo Guedes, responsável pela pesquisa.

A percepção do brasileiro, que colabora para o resultado da pesquisa, vem de fatores econômicos como moeda relativamente estável, poder aquisitivo maior, reservas cambiais em alta e opinião de que a crise internacional não deve atingir o Brasil.

O desempenho pessoal do presidente Lula foi aprovado por 77,7 por cento dos entrevistados, frente aos 69,3 por cento na sondagem anterior.

A pesquisa voltou a avaliar a intenção de voto para a sucessão presidencial em 2010, sem Lula, e o governador paulista, José Serra (PSDB), mantém liderança na pesquisa estimulada. Ele aparece na frente em todas as simulações de que participa.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), nas simulações em que aparece, ocupa o terceiro ou quarto lugares no primeiro turno e é derrotada pelo PSDB no segundo.

'A gente vê o Serra em alta ou estável, a Heloísa Helena (PSOL) decrescendo e a Dilma aumentando paulatinamente', disse Guedes, explicando que os candidatos do PT têm baixo desempenho.

Ele afirmou ainda que é muito cedo para uma eventual transferência de popularidade do presidente Lula a um candidato em 2010.

'Nas eleições norte-americanas, quando a aprovação (do presidente) fica acima de 50 por cento, ele tende a fazer seu sucessor', afirmou Guedes, dizendo que esta é uma boa premissa para analisar o quadro eleitoral daqui a dois anos.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 15 e 19 deste mês com 2.000 entrevistados em 136 municípios do país. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

(Reportagem de Natuza Nery)

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