RIO (Reuters) - A economia brasileira contraiu-se menos que o esperado entre janeiro e março, mas ainda assim confirmou um quadro de recessão técnica com dois trimestre consecutivos de queda. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,8 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

Sobre o primeiro trimestre de 2008, o recuo foi de 1,8 por cento.

Economistas consultados pela Reuters previam queda de 2,6 por cento na comparação trimestral, segundo a mediana de 25 respostas que variaram de queda de 1,2 a 3,8 por cento.

Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, a mediana de 26 projeções apontava queda de 2,0 por cento e os prognósticos variaram de alta de 1,5 por cento a recuo de 3,0 por cento.

Frente ao último trimestre do ano passado, a formação bruta de capital fixo --uma medida dos investimentos-- despencou 12,6 por cento. Foi a maior queda desde o início da série histórica, iniciada em 1996.

Já o consumo mostrou alguma força. O das famílias cresceu 0,7 por cento e o do governo teve alta de 0,6 por cento.

Entre os setores, a indústria encolheu 3,1 por cento na comparação com o final de 2008, a agropecuária caiu 0,5 por cento e os serviços cresceram 0,8 por cento.

O IBGE informou ainda que a taxa de investimento ficou em 16,6 por cento do PIB no primeiro trimestre, a menor para o período desde 2005.

Os juros futuros reagiram com alta à divulgação de que a economia estava menos fraca que o temido na abertura do ano.

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