É quase impossível pegar autores de grampos ilegais, diz Campana

BRASÍLIA - O diretor-adjunto afastado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Milton Campana, disse que é quase impossível identificar autores de grampos ilegais. Não o bastante, disse ter a certeza de ele mesmo é alvo de escutas clandestinas.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Sua primeira afirmação veio a partir de um questionamento do deputado Rodrigo Rollenberg (PSB-DF), que perguntou se a Abin e a Polícia Federal seriam capazes de pegar o autor do grampo contra o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

A frase sobre a "certeza" de que ele estaria sendo grampeado veio quando o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) disse suspeitar que ele e seus colegas parlamentares são alvos de escutas ilegais. "Nós aqui, todos temos certeza de que estamos sendo grampeados. Acho que até o senhor é grampeado"."Eu tenho certeza", respondeu Campana ao deputado.

Escutas ilegais

Reportagem publicada neste fim de semana pela revista "Veja" mostra que os serviços de espionagem federais instalaram grampos telefônicos ilegais nos aparelhos do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. A revista atribuiu a ação à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

De acordo com informações passadas por um agente da Abin à revista, também foram grampeados o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Álvaro Dias (PSDB-PR), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Tião Viana.

Outras vítimas dos grampos foram os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, além de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não há detalhes das conversas deles capturadas pelo serviço de espionagem.

Nesta semana, o presidente Lula afastou a cúpula dos dirigentes da Abin para garantir o bom andamento das investigações em relação à denúncia.

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