O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje que mesmo com os destroços de avião visualizados na superfície do oceano é impossível dizer se o Airbus da Air France explodiu no ar. Durante entrevista coletiva no hotel Windsor, no Rio de Janeiro, ele confirmou que, no domingo, a aeronave fez contatos às 23h10 e 23h15 informando a despressurizarão da cabine e pane elétrica.

Ele também admitiu que a busca pela caixa-preta do avião será um trabalho "de grande dificuldade", porque a região tem profundidade de 2 mil a 3 mil metros.

Segundo Jobim, as buscas pela aeronave continuam nas proximidades do arquipélago de Fernando de Noronha. Segundo ele, o que for localizado pela Aeronáutica e pela Marinha deverá ser transportado, por navios, até um local que fica a 400 quilômetros de Fernando de Noronha. De lá, helicópteros transportarão o material até o arquipélago, onde a Polícia Federal (PF) e o Instituto Médico Legal (IML) realizarão uma perícia.

O ministro disse que no final da manhã de amanhã o navio patrulha da Marinha chegará ao local onde os destroços foram vistos. Segundo ele, a demora para chegar à região ocorre porque que os barcos se deslocam a uma velocidade equivalente a 30 km/h. O navio estará equipado com botes salva-vidas para o caso de serem encontrados sobreviventes.

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