Para ver Bob Dylan, havia metade do público que foi ver The Police. A bilheteria teve uma queda expressiva no último dia do Rock in Rio Madri, que terminou na noite de domingo sob as bênçãos do velho bardo de Minnesota, Bob Dylan, mais os escoceses do Franz Ferdinand e o americano Lenny Kravitz.

Só 41 mil pessoas estiveram na Cidade do Rock, em Arganda del Rey, ante 78 mil que foram no sábado para ver The Police (segundo números oficiais, Shakira e Amy Winehouse foram vistas por 75 mil pessoas). O ingresso para o festival custava 70.

Ao todo, 300 mil pessoas viram a primeira edição do Rock in Rio Madri (eram esperadas 500 mil), o que, de qualquer forma, torna o festival o maior do país - sua edição de 2010 foi confirmada no domingo pelo organizador da mostra, o publicitário brasileiro Roberto Medina. Diversos patrocinadores já fecharam com o festival, como a cadeia El Corte Inglés - ele também tenciona fazer, no mesmo ano, em São Paulo e Lisboa.

Bob Dylan, apesar do sol sobre o chapéu na hora em que entrou no palco, fez um show memorável. O ganhador do Prêmio Astúrias de Literatura estava sorridente e bem-disposto - esticou seu show meia hora a mais. Diz a lenda que Dylan nunca faz dois shows iguais, diferentemente do Police ou de Lenny Kravitz. Bom, ele manteve a escrita. Tocou músicas recentes, como Ain't Talking e Rolllin and Tumblin , mas também reconstruiu de maneira irreconhecível clássicos como Just Like a Woman e Highway 61 . Demorou dez minutos para voltar no bis, e fechou com chave de ouro, com uma versão mais acelerada e nervosa de Like a Rolling Stone .

Depois de Dylan, o destaque foi a apresentação do quarteto escocês Franz Ferdinand. Com um set list de hits irrepreensíveis, como Michael e Take me Out , o grupo botou o Rock in Rio para dançar freneticamente na última noite do festival, que se realizou no meio de um campo de oliveiras, um descampado em Arganda del Rey, cidadezinha de menos de 20 mil habitantes a sudeste de Madri. Ronaldo Fenômeno e a namorada viram o show do Police no sábado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.