RIO DE JANEIRO ¿ Quase 200 profissionais ligados ao Sindicato dos Vigilantes do Rio de Janeiro realizam passeata, nesta sexta-feira, na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. Os manifestantes reivindicam um reajuste salarial de 30%, referente ao pagamento de compensação por risco de vida no ofício de suas funções.

Duas faixas da via estão ocupadas pelos manifestantes, que seguem em direção à Cinelândia. Viaturas da Polícia Militar e da Guarda Municipal acompanham os vigilantes. A passeata provocou grande engarrafamento na região, com reflexos nas Avenidas Presidente Vargas e Almirante Barroso.

O diretor do sindicato, Joaquim Vicente Fernandes, explicou que há um projeto de lei no Senado Federal que garante o adicional de 30% na folha de pagamentos dos vigilantes do País. A medida, no entanto, ainda está empacada e aguarda aprovação dos parlamentares. O protesto é para tentarmos pressioná-los para a nossa situação, disse.

Segundo ele, a maior parte dos 25 mil profissionais ligados ao sindicato trabalha em áreas financeiras, como bancos e escritórios. Tem aumentando muito, nessa atual situação de violência no Rio, a pressão e o risco de trabalho para os vigilantes. Nossa função é atuar dentro dos estabelecimentos, mas muitas vezes temos que atuar do lado de fora, o que é complicado, contou.

O piso salarial para a categoria é de R$ 690 por oito horas diárias. Recentemente, os vigilantes ganharam na Justiça o direito de usar coletes à prova de balas.

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