Duque entregará avaliação sobre as outras acusações contra Sarney nesta sexta-feira

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), entregará sua avaliação sobre as acusações ainda não despachadas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), até esta sexta-feira.

Redação com Agência Estado |


As quatro denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que tiveram parecer divulgado por Duque nesta quarta-feira (05/08) foram arquivadas . Um parecer do PSol contra Renan Calheiros (PMDB-AL) também foi rejeitado. 

A reprodução de reportagens foi o argumento usado por Duque para decidir pelo arquivamento.

Duque já antecipou que considera a representação contra o líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM), mais "consistente" do que as ações protocoladas no colegiado contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).

Agência Senado
presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque
Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, durante reunião nesta quarta-feira

A representação contra Virgílio foi uma retaliação do PMDB contra o tucano, que denunciou Sarney ao Conselho de Ética, e ao PSDB que protocolou, posteriormente, representações contra o presidente do Senado. Virgílio admitiu que manteve em seu gabinete um funcionário que estudava na Espanha. O tucano negociou com a diretoria do Senado o ressarcimento do dinheiro pago, R$ 210 mil em quatro parcelas.

11 denúncias

Contra Sarney, pesam cinco representações partidárias (duas do PSol e três do PSDB) e seis denúncias (quatro somente do tucano Arthur Virgílio e duas assinadas em conjunto por Virgílio e o pedetista Cristovam Buarque). 

O Conselho é formado, em sua maioria, por aliados de Sarney - dez dos 15 integrantes. Na noite desta terça-feira (04/08), o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, (PMDB-RJ) disse à imprensa que já estava tudo decidido e que não tinha medo da pressão por parte da oposição.

Após a análise do presidente do Conselho, Sarney deve apresentar sua defesa e um relator é escolhido. Os indícios de irregularidades são analisados pelo relator que indica se um processo deve ou não ser aberto.

Durante a investigação, o Conselho pode pedir o afastamento de Sarney do Cargo de presidente, mas a própria oposição já se colocou contrária à idéia, pois quem ocuparia o cargo seria o senador tucano Marconi Perillo (GO), que é o primeiro vice-presidente da mesa diretora da Casa.

Se rejeitado o relatório final do Conselho de Ética, o processo é encerrado. Do contrário, o processo é encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde são necessários 41 votos para cassá-lo, que ficaria inelegível por oito anos.

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