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Duque é acusado de empregar fantasma em Conselho

BRASÍLIA - Um assessor do recém-eleito presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), foi transferido do gabinete do parlamentar para o Conselho de Ética há mais de oito meses com um salário de R$ 5 mil. No entanto, o advogado Luiz Eustáquio Diniz Martins mora no Rio de Janeiro e não cumpre expediente no órgão.

Agência Estado |

A reportagem procurou Luiz Eustáquio Martins na sala onde ficam os funcionários do Conselho de Ética. Ninguém disse conhecer o empregado "fantasma".

Agência Brasil
Paulo Duque é suspeito de ter funcionário 'fantasma'

Duque não integrava o Conselho de Ética quando transferiu o assessor de seu gabinete, em 19 de novembro. À época, seu nome passava longe de qualquer especulação para presidir o colegiado, responsável por investigar a conduta parlamentar.

Duque passou a integrar o órgão no começo do mês, quando foi indicado pelo PMDB e eleito, no dia 15, para presidi-lo com a missão de evitar a abertura de processo contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), alvo de denúncias de nepotismo, desvio de verbas de Petrobras e envolvimento nos atos secretos.

O chefe de gabinete de Paulo Duque, Zacheu Barbosa Teles, admitiu que Martins, na verdade, é assessor do senador, e não do Conselho de Ética. É assessor há muitos anos, afirmou. O advogado foi parar no órgão, segundo Zacheu Teles, para resolver um problema de falta de vaga no gabinete de Duque. Foi um negócio de vaga, alguma coisa assim, foi preciso fazer umas trocas, explicou.

A reportagem localizou Luiz Eustáquio Martins por telefone no Rio de Janeiro. Num primeiro momento, ele contou que assessora Paulo Duque desde janeiro de 2007, quando o parlamentar assumiu, como segundo suplente, a vaga do então senador e hoje governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Eu trabalho com ele há muito tempo, há muitos anos. Sou assessor do senador, disse.

Confrontado com a informação de que é lotado no Conselho de Ética desde novembro, o advogado tentou mudar a versão. Irritado, afirmou trabalhar para o órgão - apesar de o conselho ter passado o primeiro semestre parado. São diversas funções. São atividades que não dizem respeito a jornalistas. Eu não tenho que lhe dar informações sobre nada, afirmou. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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