Dramaturgo britânico Harold Pinter morre aos 78 anos

LONDRES - O dramaturgo britânico Harold Pinter, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2005, morreu aos 78 anos, informou nesta quinta-feira sua segunda mulher, Antonia Fraser.

Redação com agências |


Pinter sofria de câncer há vários anos. Fraser disse ao jornal The Guardian: "Era um grande homem e foi um privilégio viver com ele durante 33 anos".

Laureado com o Nobel em 2005, o prêmio recompensou um autor que, "em suas obras revela o precipício que se esconde sob a conversa fiada diária e força sua entrada no âmbito fechado da opressão", afirmou o júri da Academia Sueca na ocasião.

"Nascido em 1930 em Londres, Pinter geralmente é considerado o maior expoente do teatro dramático inglês da segunda metade do século XX", acrescentou a Academia.

Influenciado em suas primeiras obras por Samuel Beckett e Eugène Ionesco, distinguiu-se por meio da "comédia negra", uma forma de teatro do absurdo que escapa com freqüência a qualquer interpretação.

Biografia

Aos nove anos, foi retirado de Londres durante a II Guerra Mundial e só retornou à cidade três anos mais tarde. A experiência dos bombardeios permaneceu indelével em sua memória, como admitiu muitas vezes.

Getty Images
O escritor Harold Pinter


Em 1957 estreou como dramaturgo com "The Room" . Uma de suas primeiras obras "The Birthday Party" ('A festa de aniversário', 1957), inicialmente um fracasso, com o passar dos anos se tornou uma de suas peças mais encenadas.

Sua posição enquanto clássico moderno está ilustrada pela criação, a partir de seu nome, de um adjetivo que descreve uma forma de atmosfera e de um entorno particular nas peças de teatro: 'pinteresque'.

Segundo o comunicado da Academia Sueca há três anos, "no cenário típico de Pinter estão seres que se defendem contra intrusões forâneas ou contra os próprios impulsos, entrincheirando-se em uma existência reduzida e controlada".

"Outro tema principal é o caráter fugitivo e inalcançável do passado", prosseguia a nota de anúncio do vencedor da Academia.

Desde 1973, Pinter também era conhecido como um fervoroso defensor dos direitos humanos.

Além disso, também escreveu novelas radiofônicas e roteiros para cinema e televisão. Entre seus trabalhos mais conhecidos nesta área estão 'The Tailor of Panama' ('O alfaite do Panamá', 2001),' The Handmaid's Tale' (1990), 'Accident' (1967), 'The French Lieutenant's Woman' ('A mulher do tenente francês',1981) ou 'Breaking the Code' (1996). 

(Com informações da EFE e AFP)

Leia mais sobre Harold Pinter

    Leia tudo sobre: harold pinter

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG