Doze policiais militares são denunciados por chacina em Salvador

Ministério Público da Bahia acusa policiais pela morte de sete pessoas no bairro de Pero Vaz, em março deste ano

iG São Paulo |

Doze policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público da Bahia por envolvimento na chacina que deixou sete pessoas mortas no bairro de Pero Vaz, em Salvador, capital baiana. O crime ocorreu no último dia 4 de março.

Os policiais denunciados por homicídio qualificado e em atividade típica de grupo de extermínio são: tenente Wallisson da Silva Souza , o sargento Valter Gomes da Fonseca , o 1º tenente Raimundo Gomes Barroso Neto , e os soldados André Luis Ferreira Castro, André Ricardo Almeida Gonçalves, Jorge da Silva Batista, Antônio Petrucio Feitosa da Silva e Fabio Sales Nascimento.

Outros quatro policiais foram acusados por ocultação de três cadáveres. Eles são o sargento Carlos José Veloso Santos e os soldados Edson Tavares de Freitas, Uendel Araújo de Oliveira e Fábio José Palmeira de Oliveira.

Na acusação , o promotor de Justiça Maurício Cerqueira relata que os denunciados, sob o comando de Valter Gomes e Barroso Neto, pertencentes ao grupamento Rondas Táticas Motorizadas (Rotamo), ingressaram no bairro Pero Vaz, sob pretexto de verificar uma denúncia anônima da presença de elementos armados em uma casa.

O caso

De acordo com Cerqueira, os oito denunciados por homicídio qualificado ingressaram na rua ostentando suas armas de fogo e chegaram na residência atirando, o que causou lesões que levaram à morte Adailton Cruz Santos, Gilberto André Matos, Bruno Rafael dos Santos e Everaldo Rocha Guimarães.

“Para justificar os homicídios, os denunciados alegaram que foram recebidos a tiros pelos ocupantes da casa, apresentando na delegacia de polícia quatro armas de fogo que supostamente as vítimas teriam usado”, assinalou o promotor. Ele diz que a versão foi desmentida pelas perícias técnicas, que não encontraram projéteis ou estojos de arma de fogo, nem resíduos de disparo de arma nas vestes ou nas mãos das vítimas.

Os policiais militares continuaram a ação e invadiram o imóvel, onde atiraram contra os adolescentes Alessandra Jesus dos Santos, Érica dos Santos Calmon e Luis Alberto dos Santos, “sem possibilidade de defesa dos ofendidos”.

Em seguida, relatou Cerqueira, os quatro denunciados por ocultação de cadáveres chegaram ao local, sob o comando do sargento Carlos José, e se levaram os corpos “a locais ermos, com o objetivo de ocultar a prática criminosa”.

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