O educador Paulo Freire deve ser anistiado esta semana pelo Ministério da Justiça. O intelectual, que morreu em 1997, aos 76 anos, foi perseguido pelo regime militar, preso e exilado. Passou quase 16 anos fora do País, no Chile, Estados Unidos e Genebra, acusado de atividades subversivas.

Pedagogo, Freire devotou grande parte de sua vida à alfabetização das pessoas mais pobres. É o criador do método Paulo Freire de alfabetização, mundialmente conhecido. A fórmula criticava o sistema tradicional que utilizava a cartilha como ferramenta central da didática para o ensino da leitura e da escrita. Para o educador, mais importante era relacionar o aprendizado ao ambiente do aluno.

Anistia

O processo será julgado pela Caravana da Anistia, no dia 26 de novembro, dentro do Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que ocorre em Brasília esta semana.

Esta será a 31ª edição da Caravana da Anistia. O projeto, criado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, existe desde abril de 2008 e já percorreu 16 Estados. A intenção é julgar os casos de perseguição política no local onde eles aconteceram, revelando à população de todo o País os fatos arbitrários ocorridos durante o regime militar. Mais de 500 processos já foram julgados pela Caravana.

A caravana é realizada em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça em parceria com o Instituto Paulo Freire, Ministério da Educação, as comissões de educação da Câmara e do Senado, Unesco, Associação dos Juízes para a Democracia, Instituto Catarinense de Aprendizagem e Educação Infantil (Icae), Movimento dos Sem Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e Associação Brasileira de Ensino do Direito (ABEDI).

Além do julgamento do processo, haverá sessão de memória e exposição fotográfica sobre o educador. Organizado pelo MEC, o Fórum Mundial reunirá, em Brasília, cerca de 15 mil pessoas e profissionais de 23 países.

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