O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, apontado com o principal suspeito do vazamento de informações sobre gastos sigilosos do governo Fernando Henrique Cardoso, foi exonerado hoje do cargo. A exoneração, a pedido, assinada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Com isso, Aparecido deve voltar ao Tribunal de Contas da União, onde é funcionário de carreira.

Ontem, Aparecido entrou com pedido de habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para poder ficar calado em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos, marcado para a próxima semana. Ele tenta assegurar que não seja preso em flagrante pelo crime de desobediência, pediu que não precise assinar termo de compromisso na comissão e que possa deixar de responder perguntas para não se auto-incriminar. O pedido será julgado pelo ministro Carlos Ayres Britto.

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