Dos casos de DST, 75% atingem mulheres em São Paulo

As mulheres correspondem à maioria absoluta dos casos diagnosticados de doenças sexualmente transmissíveis ( DST) em São Paulo. Dos mais de 97 mil registros acumulados nos últimos dez anos de sífilis, gonorréia, HPV, corrimentos entre outros problemas provocados pelo sexo sem proteção, elas somam 74,6% do total de notificação - o balanço não conta a aids.

Agência Estado |

A avaliação da Secretaria de Estado da Saúde, responsável pelo levantamento, é que os homens são resistentes em procurar o médico. Por isso, eles são minoria nas estatísticas, mas acabam vetores principais da transmissão. “Como as DSTs não são de notificação obrigatória, uma das hipóteses para as mulheres dominarem os casos é porque os homens estão mais distantes do diagnóstico”, alerta Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa de Combate à DST/Aids.

O último relatório do Ministério da Saúde endossa que os pacientes são avessos aos consultórios clínicos. Ano passado, enquanto 16,8 milhões de mulheres foram ao ginecologista - sem contar os partos -, o sexo oposto só compareceu em 2,8 milhões de consultas ao urologista.

O desconhecimento das DSTs por parte da maioria dos homens, atrelado a não utilização do preservativo por ambos os sexos, tem ramificações no balanço de casos. Apesar da estabilidade de notificações das doenças na comparação dos anos 2006 e 2007 (18 mil), é crescente a quantidade de registros desde 2004, quando foram 14 mil confirmações. As informações são do Jornal da Tarde .

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