Dor sentida por Dilma é do tratamento, diz especialista

As dores sentidas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, são comuns nas pessoas submetidas a tratamento de câncer linfático, segundo especialista do Instituto de Câncer de São Paulo.

Agência Estado |

"Às vezes o paciente apresenta dor mesmo. As drogas mais usadas em linfoma, como o corticoide, podem causar miopatia", explicou a hematologista Juliana Pereira, coordenadora do Ambulatório de Onco-Hematologia do instituto. A miopatia, segundo ela, consiste em "fadiga muscular associada à fraqueza muscular, sensação de peso na musculatura e dor".

Juliana ressaltou que as reações ao tratamento variam de paciente para paciente e não é possível identificá-las previamente. "Tenho um paciente que faz quimioterapia e vai trabalhar no mesmo dia. Outros não aguentam, vão para casa e ficam mal de três a quatro dias", afirmou. "Mas a maioria realmente apresenta um pouco de queda do estado geral, principalmente os mais idosos".

Além das dores, a quimioterapia pode acarretar náuseas, sensação de formigamento no corpo, anemia, vômitos, queda de cabelo, diarreia e a diminuição da imunidade celular, uma vez que os medicamentos agem nas células doentes e nas normais. A redução no sistema de defesa torna o paciente mais propenso a quadros de infecção, de acordo com a coordenadora.

Dilma está internada no Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, centro de São Paulo, desde a madrugada de hoje. Ela está recebendo analgésicos para combater as fortes dores sentidas nas pernas. Procurada, a assessoria de imprensa do hospital informou que os médicos responsáveis pelo tratamento da ministra não estão concedendo entrevistas.

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