Vinte e um anos depois do acidente com o barco Bateau Mouche, quando morreram 55 passageiros que pretendiam assistir à queima de fogos do Réveillon de 1988 em frente à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, os donos da embarcação pela primeira vez desembolsarão uma indenização para a família de uma das vítimas.

Das cerca de 30 ações que tramitam nas Justiças Estadual e Federal do Rio, em apenas um processo houve pagamento de indenização, em janeiro de 2008, mas o dinheiro saiu dos cofres da União.

A decisão do juiz da 40ª Vara Cível da Justiça do Estado, Alexandre Mesquita, beneficia os pais do garçom Lázaro de Mendonça, da empresa Cavalo Marinho, responsável pelo passeio. O valor da indenização por danos morais e materiais é de R$ 800 mil, mas R$ 436.338,33 mil já foram liberados e deverão ser entregues na próxima semana.

O dinheiro disponível é fruto de uma penhora on line que a Justiça determinou e o Banco Central (BC) executou em uma conta bancária da empresa, dona do restaurante Sol e Mar (hoje Real Astória), como explicou o advogado dos pais da vítima, Leonardo Amarante, que move outros 15 processos em nome de familiares de outras vítimas.

Após a penhora, a empresa deixou de existir. Por isto, o restante do pagamento será retirado dos bens pessoais dos 11 sócios da Cavalo Marinho. Os advogados que movem as ações para as famílias das vítimas conseguiram outros bloqueios bancários, mas ainda há discussão judicial dobre eles. Caberá ao juiz determinar de onde retirar o restante da indenização.

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