SÃO PAULO - O delegado Alberto Mesquita, titular do 3º Distrito Policial em Santo André, afirmou nesta segunda-feira que Sandro Castellani será indiciado por crime de explosão. Sandro era proprietário da loja de fogos de artifício que explodiu em Santo André, deixando dois mortos e ao menos 12 feridos.


Conforme o delegado, Sandro já está ciente de que será indiciado por crime de explosão culposa com lesões, homicídios e danos. A polícia espera que os laudos da perícia comprovem se Sandro e sua mulher, Conceição Aparecida Fernandes, apenas vendiam os fogos ou se também os fabricavam.

Futura Press
Dono de loja que explodiu em
Dono de loja se apresenta à polícia ao lado de sua mulher

O delegado não quis falar em tempo de pena. Segundo ele, já foram ouvidas 18 testemunhas, entre feridos e vizinhos do casal. Nesta segunda-feira, Sandro e sua esposa também prestaram depoimento. Os dois negaram a fabricação dos fogos. Afirmaram que possuíam notas fiscais de todos os produtos ¿ que teriam queimado com a explosão - e que estavam com os laudos dos bombeiros em dia.

"Eles fiscalizavam constantemente. Estava tudo certo. O laudo foi renovado em junho, com prazo e três anos", afirmou Conceição. Ela alegou que, como a autorização para vender esse tipo de produto é anual, eles esperariam até ano que vem para regularizar a situação.

Explosão

A explosão aconteceu por volta das 12h45 da última quinta-feira, dia 24, em uma loja de explosivos localizada na rua Américo Guazzelli, que pertencia a Sandro Luiz Castellani.

No acidente morreram Ana Maria de Oliveira Martins, de 58 anos, empregada da família de Sandro, e o primo de Sandro, Denian Castellani, de 41 anos. Outras 12 pessoas ficaram feridas.

O impacto da explosão foi tão forte que, segundo o Corpo de Bombeiros, foram causados danos em um raio de 80 metros. Quatro quarteirões em torno da rua Américo Guazzelli foram isolados.  

Cerca de 70 agentes da Guarda Municipal de Santo André trabalharam no resgate junto a outros 35 profissionais da Defesa Civil, 30 do Serviço de Saneamento Ambiental, além de 12 viaturas do Samu, 20 agentes de trânsito e cães farejadores.

Trinta casas tiveram de ser isoladas, mas, após perícia, a Defesa Civil liberou 21 imóveis. Entre as interditadas, quatro foram demolidas.

Segundo a Prefeitura, a loja não tinha alvará para a venda de fogos de artifício. 


Local da explosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André / AE

(*com informações das agências Estado e Futura Press)

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