Dono da maior clínica de reprodução do País é acusado de abuso

SÃO PAULO - O médico Roger Abdelmassih, dono da maior clínica de reprodução assistida do País, está sendo investigado por suposto assédio sexual a pacientes. Oito mulheres já prestaram depoimento no Ministério Público do Estado de São Paulo e na Delegacia de Defesa da Mulher nos últimos meses.

Agência Estado |

Outras cinco denúncias ainda não confirmadas foram recebidas por telefone pelos promotores que cuidam do caso.

As denúncias, segundo apurou a reportagem, incluem desde casos em que Abdelmassih teria agarrado as pacientes e tentado beijá-las à força até insinuações de abusos sexuais praticados enquanto as pacientes estavam sedadas. Os nomes das supostas vítimas não foram revelados pela polícia. Abdelmassih nega todas as acusações.

Segundo o promotor Luiz Henrique Dal Poz, do Gaeco, uma unidade especial do Ministério Público, os depoimentos chamam a atenção por serem de mulheres que não se conhecem e moram em Estados diferentes - mas contam histórias muito semelhantes. Várias relataram que o médico se dizia um enviado de Deus e se aproximava delas enquanto estavam desacordadas ou sozinhas. Vejo um contexto bastante contundente, com uma grande verossimilhança entre os depoimentos.

A investigação do Gaeco começou em abril de 2008. A denúncia foi oferecida ao Judiciário, que negou o caso por entender que o MP não tinha atribuição para fazer a investigação. A juíza responsável, no entanto, remeteu o caso para a Delegacia da Mulher, onde as oito testemunhas foram ouvidas novamente. Intimado a depor no Gaeco no início de 2008, o médico pediu adiamento. Novamente chamado em agosto, alegou motivos médicos para não comparecer.

Procurado pela reportagem, o médico Roger Abdelmassih preferiu não conceder entrevista, mas enviou uma nota à imprensa na qual comenta as acusações de ex-pacientes e afirma confiar nos procedimentos judiciais. O médico esclarece que não teve acesso ao processo. Meu advogado legalmente instituído não teve acesso integral ao inquérito, o qual ainda não está concluído, pois nem eu nem testemunhas fomos ouvidos, diz.

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