Dono da lotérica no RS sofreu ameaça, diz advogado

O advogado Marcelo De La Torres Dias, que defende o dono da lotérica suspeita de fraudar um bolão da Mega-Sena em Novo Hamburgo (RS), afirma que seu cliente, José Paulo Abend, chegou a sofrer ameaças depois que um grupo de apostadores descobriu que não teria direito ao prêmio ¿ de R$ 52 milhões ¿ porque a aposta não foi lançada no sistema de controle da Caixa Econômica Federal, que administra o jogo.

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |


A ameaça foi feita por telefonema anônimo. Dias acredita que um dos apostadores que se sentiram injustiçados pode ter sido o autor da ligação.

Abend, que nesta quarta-feira prestou depoimento à Polícia Civil sobre o caso, passou os últimos dias descansando, sob efeito de calmantes. Ele diz que também é uma das vítimas do bolão .

O dono da lotérica, segundo o advogado, tem pressão alta e chegou a sofrer uma crise nervosa na terça-feira.

Ele passou o dia descansando e hoje conseguiu prestar depoimento, disse o advogado ao iG.

Apesar da ameaça, Dias afirma que agora a situação esteja mais tranquila. Imaginamos que o telefonema seja de alguém do grupo que tinha o telefone da casa. Não dá pra saber quem foi. Imagine a revolta de saber que você ganhou o prêmio e não poderá receber. Por isso ainda mantemos alguma cautela, mas nesses últimos dias conseguimos demonstrar à opinião pública que não houve má-fé e a situação se apaziguou, afirmou.

O advogado disse ainda ter condições de provar que Abend não agiu com má-fé e não reteve o dinheiro investido. Para isso, ele afirma que até mesmo as imagens de câmeras do circuito interno da loteria serão usadas nas investigações.

Não concluímos com precisão. Mas os indicadores nos levam praticamente a crer que foi erro de alguma funcionária. Isso tem como ser provado através de uma documentação escrita, de formulários, de controles internos, prova testemunhal de colegas da funcionária e através do sistema de segurança. As câmeras de vigilância gravam a movimentação.

Além das provas, o advogado afirma que, pela lógica, o proprietário não obteria vantagem caso resolvesse reter o dinheiro apostado.

A probabilidade de ele se dar mal para ganhar cerca de R$ 200 é muito alta e não permite esse tipo de malandragem. Além da Mega-Sena, também são feitas apostas de jogos menores.

AE
Frustrados, apostadores reivindicam prêmio de R$ 53 milhões

Depoimento

Em depoimento à Polícia Civil de Novo Hamburgo, o proprietário da lotérica afirmou que houve um esquecimento de uma funcionária no registro dos jogos.

O proprietário também afirmou que ela teria deixado de registrar outros dois bolões.

Até agora, o delegado Clóvis Nei da Silva, responsável pela investigação, já ouviu já ouviu depoimentos de 20 dos 25 apostadores que reclamaram o prêmio, cujos números foram sorteados no concurso 1.155 da Mega Sena.

O grupo de moradores de Novo Hamburgo acertou as seis dezenas da Mega-Sena em um "bolão" oferecido pela agência.

O estabelecimento teve suas atividades suspensas pela Caixa no final da tarde de anteontem, não podendo prestar serviços bancários, recolher apostas ou vender bilhetes de jogos oficiais.

Com informações da Agência Estado.

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