Domingo é marcado por homenagens a Paul Newman nos EUA

As homenagens a Paul Newman, mítico ator de Hollywood falecido na sexta-feira por câncer de pulmão, aos 83 anos, continuavam neste domingo, à espera de seu funeral, cuja data ainda não foi anunciada.

Redação com agências internacionais |

"Às vezes Deus cria seres perfeitos, e Paul Newman era um deles", afirmou Sally Field, com quem Newman trabalhou em "Ausência de malícia".

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Paul Newman em foto de 2005
Paul Newman em foto de 2005

"Tive a sorte de tê-lo conhecido. Ele fez de mim uma pessoa melhor", acrescentou a atriz, que atualmente interpreta a matriarca Nora no seriado da TV americana "Brothers & Sisters".

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, reconheceu em Newman "o perfeito herói impávido, com quem os homens queriam se parecer e que as mulheres adoravam".

Para o neozelandês e australiano Russell Crowe, que ganhou o Oscar de melhor ator em 2001 por "Gladiador", Newman foi "uma inspiração".

Em Los Angeles, fãs continuavam chegando para depositar flores sobre sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

A Fundação Newman's Own, que anunciou no sábado a morte do astro, ainda não informou a data de seu funeral.

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Robert Redford, à esquerda, e Newman em cena de "Dois Homens e um Destino"

50 anos de carreira e 10 indicações ao Oscar

O último trabalho do ator, de magnéticos olhos de um profundo azul e sex symbol do cinema americano, foi emprestando sua voz ao desenho "Carros", em 2006.

Newman, dez vezes indicado ao Oscar, e ganhador de duas estatuetas de honra e uma em 1987, como melhor ator em "A cor do dinheiro", de Martin Scorsese, nasceu em Cleveland (Ohio), em 26 de janeiro de 1925.

Estreou nos palcos em 1949 e, em 1952, ingressou no Actor's Studio, o que lhe permitiu ganhar seu primeiro papel na peça "Picnic", de William Inge, na Broadway. Viveu épocas de glória, com inúmeros sucesso de público e de crítica.

Fã das corridas de automóveis e filantropo de longo data, Newman se casou duas vezes e teve seis filhos, dois do primeiro casamento, que terminou em divórcio, e três com a atriz Joanne Woodward, com quem se casou em 1958. Scott, único filho homem, morreu por overdose, em 1978.

Foi em 1993 que recebeu seu terceiro Oscar, desta vez, como um reconhecimento de seus trabalhos humanitários, já que os lucros de sua empresa de alimentos Newman's Own são doados para obras de caridade. O primeiro havia sido pelo conjunto de sua carreira, em 1985.

(Com AFP)

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