A empregada doméstica Maria José de Oliveira Santos Gomes foi interrogada hoje em Campinas e negou ser autora da morte da empresária Kátia Bedinger, de 48 anos, em fevereiro deste ano, em Indaiatuba. Maria José foi presa na quinta-feira, em uma fazenda em Guaíra, no Paraná, divisa com o Paraguai.

Maria José não falou com a imprensa. Ao delegado do setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, Rodrigo Otávio Aydar Monteiro, ela admitiu ter participação no crime, mas não confessou autoria.

"Ela disse ter sido chamada a participar do crime fazendo ameaças anônimas para a vítima, mas disse que não sabia que a patroa ia ser morta", afirmou o delegado. A empregada apontou a participação de outras cinco pessoas. "Há muitos pontos que precisam ser apurados, para saber se a versão dela (Maria José) é verídica."

A diarista tinha prisão decretada desde 18 de setembro, pela 1ª Vara Criminal de Indaiatuba. Em fevereiro deste ano, na véspera do Carnaval, Kátia foi encontrada morta no banheiro do duplex em que morava, no Centro de Indaiatuba. O corpo estava pendurado no registro sobre o vaso sanitário, como se ela tivesse cometido suicídio. A polícia constatou que uma costela da empresária estava quebrada e que a vítima tinha marcas no pescoço.

À polícia, a empregada disse que concordou em fazer as ameaças inicialmente por raiva da patroa, e depois por ser informada que seria recompensada. Ela disse não saber quanto ganharia. "A Maria José também fazia ameaças contra outras patroas. O celular encontrado com a mensagem era da empregada e havia sido transferido para o nome da vítima um mês antes do crime. Assim, a intenção era a de atribuir o suicídio e as ameaças às outras mulheres à empresária morta", afirmou o delegado.

Segundo o delegado seccional, Paulo Tucci, as equipes chegaram até a suspeita por meio de interceptação telefônica. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas e Delegacia de Indaiatuba.

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