Dois suspeitos do assassinato de ganhador da Mega-Sena são presos

SÃO PAULO - A Polícia Civil de Limeira prendeu nesta quarta-feira dois homens que confessaram a participação na morte do comerciante Altair Aparecido dos Santos, um dos 14 ganhadores de um prêmio de R$ 16 milhões da Mega-Sena sorteado em maio do ano passado. Para a polícia, três pessoas estão envolvidas no crime - um mandante, o condutor da moto utilizada e o autor do disparo.

Redação com Agência Estado |

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Flávio Rodrigo Ferreira, de 19 anos, e um menor de idade, de 17, foram abordados em suas casas, no bairro Odécio Degan, periferia de Limeira, local onde foi preso o primeiro suspeito, Diego Sebastião dos Santos, de 21 anos, no último dia 25.

Diego também confessou o crime, mas disse em depoimento ter agido sozinho. Os três afirmaram à polícia terem praticado o assassinato por conta própria e negaram que a morte do comerciante, de 44 anos, pudesse ter sido "encomendada".

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Limeira, João Batista Vasconcelos, o inquérito deve ser concluído em 20 dias. "Além de confessar com riqueza de detalhes a participação no caso, os dois outros presos confirmaram que a chácara de Altair foi escolhida aleatoriamente e que a intenção era de roubar o lugar", afirmou. Os três detidos disseram se conhecer, mas afirmaram não saber que Altair dos Santos foi um dos ganhadores da Mega-Sena.

"As versões batem. A única coisa que não bate é quem deu o tiro. Diego assume, Flávio fala que foi o menor e o menor fala que foi o Diego", afirmou o delegado.

Diego dos Santos e Flávio Ferreira estão presos na cadeia da Delegacia Seccional de Limeira. O menor já tem passagem pela Fundação Casa, para onde deverá ser encaminhado novamente. O delegado disse que os três serão indiciados por latrocínio.

O caso

O comerciante Altair dos Santos, de 43 anos, foi baleado no peito na noite de domingo, dia 16 de novembro, em sua chácara, no Condomínio Residencial Portal das Flores, em Limeira, interior de São Paulo.

Em maio do ano passado, o comerciante e mais 13 pessoas ganharam R$ 16 milhões em um concurso da Mega-Sena. No entanto, o grupo que costumava apostar era composto por 16 pessoas, mas até o momento do sorteio, duas ainda não haviam pago pelo bilhete e, portanto, não entraram na divisão do prêmio.

Um deles era Dorgival Bezerra de Oliveira, que confessou que três dias antes do assassinato havia feito ameaças de morte a Altair, mas negou ter participado do crime.  Segundo investigações, por meio de um acordo feito na época com os participantes, Altair recebeu R$ 270 mil, mas andava insatisfeito. Sua participação no crime foi descartada porque ele apresentou um álibi convincente.

O local do crime foi alterado, segundo a perícia. O lugar em que Santos caiu foi lavado porque ninguém sabia ao certo o que havia ocorrido e a família não queria que o filho da vítima visse o sangue.


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