Londres, 13 nov (EFE).- Dois quadros do pintor italiano Caravaggio que pareciam ser cópias de originais desaparecidos, mas que, agora, especialistas apontam como trabalhos legítimos do mestre do barroco, sobressaem-se na exposição Arte da Itália, com obras da coleção real, inaugurada hoje em Edimburgo.

Trata-se de "O chamado de São Pedro e Santo André" e de "Rapaz Descascando Fruta", que, após um exame, foram consideradas as obras originais do artista italiano.

A arte italiana do século XVII entrou na coleção real britânica durante o reinado de Carlos I, que entre 1628 e 1632 comprou grande parte da coleção dos duques Gonzaga de Mântua.

Embora a coleção de Carlos I tenha sido vendida após o assassinato do monarca, em 1649, muitas das pinturas que a integravam foram recuperadas por seu filho, Carlos II, após a restauração da monarquia em 1660.

A exposição de Edimburgo, que ficará aberta ao público até 8 de março no palácio de Holyroodhouse, inclui obras-primas de Annibale Carracci, Poussin, Domenichino, Orazio Gentileschi, Giovanni Benedetto Castiglione e Guido Reni, entre outros.

No total, são 31 pinturas a óleo e 43 desenhos. A maioria foi adquirida em 1762 por outro monarca inglês, Jorge III, que comprou duas importantes coleções: a do cônsul britânico em Veneza Joseph Smith e a do cardeal Alessandro Albani, de Roma. EFE jr/fh/jp

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