Dois morrem no trânsito provocado pela chuva em São Paulo

Duas pessoas morreram, na terça-feira, enquanto estavam presas nos congestionamentos provocados pela forte chuva que atingiu a capital paulista e a Grande São Paulo. Durante a tarde, José Mendes Moreira Filho teve uma parada cardiorrespiratória e foi atendido pela equipe dos bombeiros e levado para o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin, mas não resistiu.

Agência Estado |

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Chuva deixa o trânsito parado em São Paulo; cidade tem recorde de congestionamento
Chuva deixa trânsito parado; cidade tem recorde de congestionamento

O empresário Ciro de Souza Nogueira, de 81 anos, também morreu de parada cardiorrespiratória. Um dos fundadores da Brinquedos Bandeirante, ele seguia no seu veículo pela Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo, na Vila Prudente, zona leste, quando o carro ficou retido por causa da enchente na via.

Ele foi carregado por moradores e dois funcionários que estavam no carro - um motorista e um enfermeiro - até um bar na favela em frente, mas não resistiu à parada cardiorrespiratória. "A rua estava cheia de água e o carro morreu", contou o comerciante José Correia da Silva Braz, de 37 anos, dono do bar para onde o empresário foi levado.

Como a água já invadia o estabelecimento, Nogueira foi carregado pela escada até um quarto na parte superior do imóvel, onde morreu logo depois. "O enfermeiro falou que ele passou mal por causa do nervoso com a chuva, mas que já tinha também problemas de saúde. Parece que fazia mais de um ano que ele não vinha para a empresa, na Vila Ema, e cismou de vir hoje", disse Braz.

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Bombeiros usam botes para socorrer pessoas ilhadas pela chuva em SP
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Segundo a mulher do comerciante, que também estava com ele, os bombeiros levaram cerca de 40 minutos para chegar ao local depois de acionados. "Estava mesmo difícil, tinha muita água. Aqui no bar a enchente invadiu e a água chegou até dois metros de altura", afirmou Maria das Graças Batista de Souza, de 41 anos.

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"A água só começou a abaixar depois das 20h", completou. Ainda conforme ela, Nogueira já chegou ao bar, pouco depois das 16h, passando muito mal. "Ele subiu as escadas gemendo de dor. Pelo que eu ouvi, parece que ele estava com pressão baixa. Nessa hora, o carro já estava boiando", relatou. Maria das Graças contou que o carro do empresário foi arrastado pela enchente para vários metros distante do bar e só foi guinchado no início da madrugada de terça-feira.

Uma terceira vítima, de prenome Jair, foi resgatada pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, após passar mal dentro de seu carro no Viaduto Grande São Paulo, entre os bairros do Ipiranga e Vila Prudente, na capital paulista. Jair foi encaminhado ao Hospital das Clínicas, onde segue internado em observação. Antes do ocorrido na tarde de terça-feira, a vítima já havia passado por uma cirurgia de válvula cardíaca, segundo o hospital.

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