Doenças respiratórias em crianças aumentam em 50% em São Paulo

SÃO PAULO - Desde a chegada do inverno, quando o clima passou a ficar mais seco, registrando níveis de umidade relativa do ar abaixo de 30%, acendendo um alerta para a saúde, a incidência de doenças respiratórias observadas no Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas de São Paulo, aumentou em, pelo menos, 50%. Já a procura por atendimento de emergência no Hospital Cema, na zona leste, especializado em olhos, ouvidos, nariz e garganta, foi de 20%.

Agência Estado |

"O ar seco diminui a resistência das vias aéreas. A mucosa resseca e sua função de expulsar as bactérias do corpo fica comprometida. Além disso, as partículas demoram mais tempo suspensas no ar. Quando existem partículas de água, estas servem de liga para aglutinar várias partículas, que se tornam mais pesadas e caem. Esses fatores facilitam a disseminação de contaminações. Outro agravante é que, por causa da poluição, São Paulo tem um índice muito grande de pessoas alérgicas e com o ar seco seu quadro piora muito", diz Evandro Roberto Bandacci, infectologista responsável do Instituto da Criança, do HC.

Segundo ele, doenças respiratórias atingem, principalmente, crianças e idosos, que naturalmente têm menor resistência imunológica. As doenças com maior incidência, nessa época do ano, são faringite, sinusite e amidalite. "Com o ar seco, diminui o batimento ciliar, ou seja, a atividade de microcílios que nosso corpo tem, responsáveis por nos proteger de organismos estranhos. Com isso, as bactérias se alojam com muito mais facilidade", explica o otorrinolaringologista do Cema Luciano de Souza.

(Com informações do jornal "O Estado de S.Paulo")

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