Doenças de pele podem agravar no inverno, alerta especialista

O tempo mais seco do inverno, além de agravar as doenças respiratórias, deixa a pele mais vulnerável às doenças dermatológicas. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo (SBD-SP), o clima pode ainda desencadear novas doenças na pele.

Agência Estado |

"A queda de temperatura, a diminuição da umidade do ar e ventos frios estimulam os receptores que aumentam o prurido (coceira) na pele e no couro cabeludo, fazendo com que o indivíduo coce o local, agravando as doenças já existentes na pele ou novas", diz o dermatologista Sérgio Di Camillo Fava.

Nessa época do ano os problemas mais comuns podem ser alergias da pele (dermatites) e eczemas (lesão ou inflamação da pele). A diretora da SBD-SP, a dermatologista Flávia Addor, ressalta que hábitos, como banhos quentes e duradouros no inverno, podem contribuir para o surgimento dessas doenças, pois ressecam e desidratam a pele. "A pele tem diversas funções, como proteção das agressões externas, perdas de água do corpo, proteção imunológica e regulação térmica. Quando a pele está ressecada e desidratada, essas funções ficam comprometidas e a pele fica mais propensa ao aparecimento de doenças", afirma.

Segundo Camillo Fava, pessoas que têm tendência para essas doenças devem adotar algumas medidas que podem ajudar na prevenção. Além de não tomar banhos demorados, ele recomenda não esfregar muito o sabonete na pele no banho nem usar buchas com muita frequência. O especialista indica ainda evitar roupas de tecidos sintéticos ou lã diretamente na pele, pois isso estimula a coceira e agrava essas doenças. Camillo Fava reforça também usar hidratantes após o banho e, se necessário, durante o dia. "Mas se essas medidas não forem suficientes, é recomendável consultar um dermatologista, pois somente esse profissional poderá avaliar a condição da pele e indicar o tratamento adequado."

AE

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