Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica pode ser evitada

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica pode ser evitada Por José Eduardo Cançado* Conhecida pela sigla DPOC, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é a manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar. Estima-se que 90% dos casos sejam causados pelo tabagismo.

Agência Estado |

A doença afeta adultos, fumantes ou ex-fumantes, com mais de 40 anos. Embora ainda seja pouco conhecida, no Brasil, mata 37 mil pessoas por ano, o equivalente a quatro pacientes a cada hora.

Caracterizada por sintomas como tosse, pigarro, chiado no peito e falta de ar progressiva, a doença apresenta, como uma das complicações, as exacerbações - crises agudas de piora, que levam frequentemente à hospitalização. Nos casos mais graves, além dos cuidados médicos, o portador de DPOC precisa do apoio da família, para auxiliá-lo nas tarefas do dia a dia e também ajudar a melhorar a autoestima, pois o paciente sente-se deprimido por não conseguir realizar atividades simples, como pentear os cabelos.

O diagnóstico da DPOC é feito por meio da história do paciente - fatores de risco, como o tabagismo, associado a sintomas descritos acima - e a espirometria, exame que mede a capacidade pulmonar e classifica a DPOC em leve, moderada, grave ou muito grave.

Apesar de se tratar de uma doença crônica, ainda sem cura, há tratamentos específicos capazes de controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente, como acontece com o diabetes. Entre os medicamentos recomendados pelos consensos brasileiro e internacional de DPOC, estão os broncodilatadores inaláveis de longa duração, como o brometo de tiotrópio, que contribui para diminuição das crises, aumentando a capacidade pulmonar e melhorando a falta de ar. Em associação com o tratamento medicamentoso, o paciente deve mudar seus hábitos e estilo de vida e, sobretudo, se ainda for fumante, suspender o cigarro.

É importante ressaltar que, desde 2007, no Estado de São Paulo, graças a uma parceria entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), os medicamentos para tratar a DPOC estão disponíveis na rede pública.

*José Eduardo Cançado é pneumologista e presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

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