Documentário traz Paulo Gracindo, por Gracindo Jr.

O documentário Paulo Gracindo - O Bem-Amado estreia hoje no Rio e em São Paulo, para exibição em película e digital (via Rain). Gracindo Jr. é o diretor e, embora seu vínculo com o material seja muito forte - ele passa o sentimento de ser um filho apaixonado -, Paulo Gracindo, para ele, não é somente o pai querido, mas a representação do ator brasileiro. O título do filme carrega uma dupla homenagem. Refere-se, obviamente, ao personagem Odorico Paraguaçu.

Agência Estado |

O Bem-Amado , peça de Dias Gomes que virou novela, série de TV e está sendo ressuscitada como filme por Guel Arraes, com Marco Nanini. Mas Gracindo Jr. também está falando de seu pai como um ator amado pelo público.

"Meu pai começou no teatro de revista. Ele integrou as grandes companhias, trabalhando com Procópio Ferreira e Dulcina de Morais. Fez rádio e foi um grande galã de radionovelas. Fez cinema na Cinédia, na Vera Cruz e no Cinema Novo. Fez teatro e televisão. Poucos atores foram tão versáteis ou se deram tão bem como ele em mídias tão diversas, trabalhando com artistas de concepções também tão diferentes.

Ele conta que já carregava este filme desde que, em 1980, concebeu - e dirigiu - Paulo Gracindo, Meu Pai , espetáculo comemorativo dos 50 anos de carreira do artista. Em 1981/82, Meu Pai saiu do palco de um teatro carioca para o Canecão e o título também mudou. Já era Paulo Gracindo - O Bem-Amado .

O próprio Gracindo Jr. fala o texto, como se fosse Paulo Gracindo. Ele conta que teve todo apoio do departamento de documentação da TV Globo, mas essa parte da pesquisa cobria só os anos 70 para a frente. Seu pai havia se iniciado muito antes e não foi fácil garimpar imagens e sons dessa carreira que se estendeu por 65 anos.

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