Doações de fiéis da Universal compraram imóveis de R$ 25 milhões, segundo jornal

SÃO PAULO - Parte do dinheiro arrecadado pela Igreja Universal do Reino de Deus por meio de dízimo (doações feitas por fiéis) foi usada na compra de imóveis, segundo dados do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), braço direito do Ministério da Fazenda especializado no combate à lavagem de dinheiro. As informações são da edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S.Paulo.

Redação |

Futura Press
Edir Macedo, durante pregação

Bispo Edir Macedo, durante pregação, agora réu em processo na Justiça

Segundo o jornal, investigação do Ministério Público Estadual aponta que empresas ligadas à igreja são usadas para "simular a compra e venda de imóveis, empresas e até mesmo aeronaves pertencentes ao grupo criminoso".

O documento é base da denúncia do Ministério Público contra o bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da igreja. Eles são réus em processo sob acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. 

De acordo com o relatório, informa o jornal, entre 1996 e 2007, a Rádio e Televisão Record movimentou R$ 25,6 milhões para comprar imóveis acima de R$ 1 millhão. Pelo menos cinco transações imobiliárias teriam sido feitas pela Record. Esse dinheiro viria do dízimo arrecadado pela Universal, que, por lei, pode ser usado apenas  em obras assistenciais e na manutenção dos templos.

O Coaf também investiga suposta movimentação atípica nas contas da emissora. De acordo com o conselho, saques e depósitos em dinheito de até R$ 300 mil foram feitos em nome da Record.

Os dados sobre a Record, de acordo com o jornal, estão no mesmo relatório que analisou o patrimônio de Edir Macedo e outros integrantes da igreja.

Além da Record, o Coaf listou outras 86 empresas que são supostas beneficiadas das transações feitas pela Universal. Entre elas estão a Edminas SA, a "rede Mulher de Televisão", a editora "Gráfica Universal" e Rede Família de Comunicação Ltda. O Coaf também analisou depósitos em dinheiro nas contas da Iurd de 2003 a 2008.

A reportagem do  Último Segundo procurou o advogado dos réus, Arthur Lavigne, mas ainda não obteve retorno.

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