Doação não é compromisso de defesa, diz Itagiba

BRASÍLIA - O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), negou que vá defender ou que tenha qualquer relação de amizade com um dos donos do Banco Opportunity, de Daniel Dantas, Dório Ferman. O executivo doou R$ 10 mil para sua campanha à Câmara em 2006 e foi apontado pela Polícia Federal, na operação Satiagraha, como integrante da organização criminosa que, entre outros ilícitos, fraudou o sistema financeiro. De acordo com as investigações ele seria o responsável por gerenciar os negócios do grupo Opportunity no exterior.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


Para Itagiba, o fato da CPI investigar o grupo Opportunity, suspeito de ter grampeado telefones de empresários e políticos brasileiros, reforça sua condição de isento. Questionado se não haveria incongruência em presidir a Comissão que investiga um de seus doadores ele disse que não.

"Se recebi contribuição e estou investigando está demonstrada minha isenção", disse, destacando que o dinheiro doado não representa nenhuma relação de amizade e nem compromisso para defesa dentro da CPI.

O deputado explicou que a doação ocorreu por Dório ser membro da comunidade israelense carioca. Como Itagiba conta com eles como parte de sua base eleitoral, a doação aconteceu espontaneamente.

Itagiba ainda destacou que à época das doações, há dois anos atrás, não recaiam suspeitas contra Ferman, que vieram à tona com a operação Satiagraha, deflagrada pela PF no inicio de julho.

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