Do agito da galera ao sossego do mar calmo

Do agito da galera ao sossego do mar calmo Por Adriana Moreira e Mônica Cardoso BÚZIOS - A maneira como você vai explorar o litoral depende de quanto tempo você dispõe em Búzios. Para aqueles que não estão com pressa, o ideal é ter um carro ou um buggy para percorrer as 26 praias que compõem a orla da cidade e, assim, aproveitar as lindas vistas dos mirantes.

Agência Estado |

Outra opção é encarar os passeios de escuna, que duram o dia todo e custam, em média, R$ 30.

Os barcos costumam sair da Praia da Armação e o roteiro tradicional percorre o caminho entre Tartaruga e João Fernandinho. Um tour legal, se você não levar em conta a trilha sonora de qualidade duvidosa.

Há também os táxis aquáticos, aquelas embarcações exclusivas, de pequeno porte, que deixam o visitante na praia em que desejar. Os barqueiros podem levar à praticamente todo o litoral, mas o melhor ao escolher esse tipo de transporte é ficar nas praias perto do seu ponto de partida. O preço mínimo da "corrida" fica em torno de R$ 5. E não esqueça de agendar um horário para a volta.

Definido como o passeio será feito, é hora de aproveitar. Escolha seu pedaço de areia de acordo com seus interesses. Caso você venha dos navios de cruzeiros, desembarcará direto na Praia da Armação, bem no centro de Búzios e ao lado da Rua das Pedras.

Dali você estará perto da Azeda. Antes, passe pela Praia dos Ossos e siga por uma trilha de terra de aproximadamente 10 minutos. Logo você vai se deparar com a bela vista panorâmica da prainha, cercada pela mata atlântica. Considerada área de proteção ambiental, a região foi desapropriada pela prefeitura e deve ser transformada em parque ecológico.

Na areia, o curioso é ver como as gaivotas estão à vontade, não dando a mínima para os banhistas. Curta a tranquilidade do lugar com uma das caipirinhas (R$ 12) ou caipiroscas (R$ 15) preparadas por Henrique de Oliveira em um barco que foi transformado em quiosque.

Quer agito? Siga para Geribá. A galera sarada, que à noite estará chacoalhando na Pachá os modelitos adquiridos na Animale ou na Osklen, se instala na frente do Fishbone. Difícil vai ser conseguir uma espreguiçadeira almofadada, item disputadíssimo por ali. Principalmente depois que os quiosques foram substituídos por pequenas bancas, há dois meses.

Geribá também é frequentada por quem gosta de surfe ou mesmo aqueles que só vão exibir a prancha. Se você quiser aproveitar a oportunidade e arriscar suas primeiras manobras - deve estar disposto a tomar muitos caldos -, sempre há instrutores na praia. Prepare-se: o flanelinha vai cobrar no mínimo R$ 5 para você estacionar na região.

Os surfistas menos adeptos ao clima de balada de Geribá costumam seguir para a Brava, famosa pelas ondas bem formadas. E os esportistas se reúnem na Ferradura, onde a geografia abrigada transformou o mar em uma verdadeira lagoa, ideal para a prática de canoagem, wakeboard ou jet ski.

Entre Geribá e Ferradura, a Ferradurinha esbanja charme em uma pequena faixa de areia, cercada por costões de pedra que parecem ter sido entalhados a mão. A água é tranquila e forma uma grande piscina natural, propícia para um passeio de caiaque, que pode ser alugado a partir de R$ 10. Na hora da fome, prove um peixe frito na brasa com salada e arroz (R$ 65) no quiosque Lagoa Azul.

As mamães adoram a Praia João Fernandes, cujas águas calmas são ideais para levar a criançada. Pelas encostas, também é possível praticar snorkeling e avistar tartarugas e uma infinidade de peixinhos coloridos. O clima descontraído impera na Tartaruga, onde a calmaria do mar só é interrompida por aquelas escunas animadas pelo axé. Ah, e é ótima para ver o pôr do sol.

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