Brasília - Desde o início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, o clima foi de tranqüilidade do lado de fora do prédio, que estava totalmente isolado pela segurança.


Um grupo de pouco mais de 100 pessoas, entre representantes indígenas, do Movimento de Apoio ao Trabalhador Rural (MATR) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), levou faixas de apoio à demarcação contínua e aos índios que vivem na reserva.

Integra o grupo Álvaro Tucano, indígena que mora na região do Pico da Neblina, em uma reserva vizinha à Raposa Serra do Sol. Não podemos ficar neutros quando alguém mexe com a legislação brasileira que foi discutida por nós, do movimento indígena, disse em referência aos Artigos 231 e 232 da Constituição Federal, que garantem os direitos dos índio à terra.

Para ele, é conversa para boi dormir dizer que a demarcação contínua afronta a soberania nacional. Na avaliação de Álvaro Tucano, o que está em jogo é o interesse econômico, uma vez que as terras são ricas em minérios e em biodiversidade.

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