Divisão no PDT deve comprometer CPI contra Yeda

Após sofrer pressões do governo gaúcho, a bancada do PDT na Assembleia do Rio Grande do Sul se dividiu ontem e não oferecerá apoio em bloco à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na gestão Yeda Crusius (PSDB). Como apenas metade dos deputados do PDT vai aderir, o requerimento de CPI fica inviabilizado, porque tem 15 assinaturas - nove do PT, uma do PC do B, duas do PSB e três do PDT - das 19 necessárias para a aprovação.

Agência Estado |

O DEM promete oferecer a 18ª e a 19ª, desde que apareçam a 16ª e a 17ª, que os proponentes não têm onde buscar, pelo menos na conjuntura atual.

A reviravolta foi comemorada no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, que se via acossado por uma série de suspeitas desde que a "revista Veja" divulgou, na semana passada, reportagem indicando que doações para o caixa dois da campanha eleitoral de 2006 teriam sido usadas pela governadora para quitar parte de um imóvel. A revista se baseou em uma entrevista com a empresária Magda Koenigkan e gravações de conversas entre o empresário Lair Ferst e o ex-representante do Estado em Brasília, Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro.

O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, considerou a CPI como assunto encerrado. “O Rio Grande do Sul está dizendo, através de nossos deputados, ‘deixem a governadora trabalhar’.” Para desestimular os deputados do PDT a aprovar a CPI, o governo do Estado pressionou as bases do partido no interior do Estado, onde há prefeituras satisfeitas com os repasses pontuais de recursos, o pagamento em dia do transporte escolar e uma série de obras iniciadas ou retomadas pelo Executivo neste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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