Ditadura uruguaia vigiava Jango, diz jornal

O serviço de inteligência do Uruguai vigiava todos os passos do ex-presidente brasileiro João Goulart (1918-1976) no exílio, segundo revelam papéis liberados pelo país vizinho e entregues ao Ministério Público pelo coordenador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Kirschke. As informações são do jornal ¿Folha de S.Paulo¿.

Redação |

Segundo os documentos, Jango foi espionado tanto pelo Ministério do Interior quanto pela inteligência militar desde que chegou ao Uruguai, em 1964, após ser deposto por conexões e infiltrações comunistas. Eram monitoradas viagens, reuniões e negócios.

Um relatório aponta que o escritório de exportação aberto por Jango em Buenos Aires, em 1975, faria negócios com a China e funcionaria como uma espécie de fachada para facilitar os contatos com aquela nação.

Para Kirschke, os papéis indicam que havia colaboração entre as inteligências de Brasil, Argentina e Uruguai. Isso, segundo ele, robustece a tese de que João Goulart não morreu de causa naturais.

Oficialmente, o ex-presidente morreu de enfarte. No entanto, o ex-agente da repressão uruguais Mario Neira Barreiro, preso no Brasil por tráfico de drogas, disse que Jango foi envenenado.

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