Distrito Federal lidera ranking de controle de armas no País, mostra pesquisa

A ONG Viva Rio, em parceria com a Subcomissão de Armas e Munição da Câmara dos Deputados, divulgou nesta quinta-feira o Ranking dos Estados no Controle de Armas. O Distrito Federal apresentou o melhor desempenho no controle de armas, de acordo com relatório preliminar. A divulgação dos resultados finais está prevista para fevereiro do ano que vem.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

O presidente da Subcomissão de Armas e Munição da Câmara, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que participou do levantamento, pontuou que o resultado é fruto de um comparativo com os demais Estados brasileiros. Neste aspecto, o Distrito Federal  sai na frente por receber recursos federais. Jungmann também destacou a política local de centralização e informatização dos dados. Não significa que o Distrito Federal não precise melhorar, destacou.

Ao todo, a pesquisa identificou 238.311 armas apreendidas nos últimos dez anos em todo o País. Deste total, 140.624 foram recolhidas no Estado do Rio de Janeiro, que figurou em segundo lugar no ranking dos Estados com o melhor controle de armas do Brasil.

O coordenador da ONG Viva Rio, Antônio Rangel, atribuiu a melhora à iniciativa do governo carioca de controlar especialmente o uso de armas de policiais. Eles desenvolveram um mecanismo exemplar em que o policial que pega armas para uso no dia deve se identificar em sistema de impressão digital, afirmou.

Sem informações

Três Estados não ofereceram informações sobre o controle de armas e munições: Roraima, Sergipe e Amapá. Segundo Rangel, um dos motivos seria a falta de estrutura para execução de políticas de controle. Este é o caso do Amapá. Isso vai alertar o ministério que deve ajudar Amapá a desenvolver política de controle de armas, afirmou o coordenador. O levantamento contou com o financiamento do Ministério da Justiça.

Outra dificuldade para obter os dados é a insuficiência em treinamento dos policiais para identificar as armas. A polícia brasileira, no geral, é mal treinada para identificar armas e, ao identificar, permitir que ela seja instrumento de investigação, disse Rangel.

Os números foram fornecidos pelas secretarias estaduais de seguranças dos 27 Estados brasileiros e DF, tribunais estaduais e instituições estaduais de segurança pública.

O deputado Jungmann reforçou que a obrigação de recolher as armas é dos Estados. Isto é ponto central no controle e na questão da violência, acrescentou o deputado. Por isso um dos objetivos [do ranking] é gerar pressão sobre os estados, disse. O parlamentar também frisou que falta uma política nacional de controle de armas, evidenciados no fato de os estados não mandarem dados sobre a apreensão.

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