200 mil pessoas sem exames para diagnóstico de câncer, doenças cardíacas, entre outras, em todo Brasil nos últimos dois meses, de acordo com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), uma autarquia do governo. Para discutir o problema, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a classe médica brasileira se reuniram nesta quinta-feira em São Paulo. No encontro, o Ipen, único responsável pela importação e distribuição do material no Brasil, admitiu que repasse proporcional para as redes de saúde pública e privada é injusta." / 200 mil pessoas sem exames para diagnóstico de câncer, doenças cardíacas, entre outras, em todo Brasil nos últimos dois meses, de acordo com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), uma autarquia do governo. Para discutir o problema, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a classe médica brasileira se reuniram nesta quinta-feira em São Paulo. No encontro, o Ipen, único responsável pela importação e distribuição do material no Brasil, admitiu que repasse proporcional para as redes de saúde pública e privada é injusta." /

Distribuição proporcional de material escasso para redes de saúde pública e privada é injusta, admite governo

SÃO PAULO ¿ Em reportagem publicada na manhã desta quinta-feira, o Último Segundo informou sobre a escassez de uma substância radioativa que já deixou mais de http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/07/30/200+mil+pacientes+ficam+sem+atendimento+no+brasil+por+falta+de+substancia+radioativa+7572989.html200 mil pessoas sem exames para diagnóstico de câncer, doenças cardíacas, entre outras, em todo Brasil nos últimos dois meses, de acordo com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), uma autarquia do governo. Para discutir o problema, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a classe médica brasileira se reuniram nesta quinta-feira em São Paulo. No encontro, o Ipen, único responsável pela importação e distribuição do material no Brasil, admitiu que repasse proporcional para as redes de saúde pública e privada é injusta.

Nara Alves, repórter do Último Segundo |


Com a redução em 60% no abastecimento da demanda nacional, o Ipen repassou o corte de maneira proporcional a hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) e para empresas particulares. Isto é, o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e a Santa Casa de Brasília tiverem o mesmo prejuízo no recebimento do material.

Divulgação
Odair Dias Gonçalves, presidente do Ipen
Odair Dias Gonçalves,
presidente do Cnen
Para parte da classe médica, o sistema parece justo, já que a instituição não estaria fazendo distinção entre o paciente rico e o pobre. No entanto, o presidente do Cnen, Odair Dias Gonçalves, admitiu que este sistema não leva em consideração o fato de que pacientes com poder aquisitivo podem recorrer a exames alternativos de custo mais elevado. Assim, o material escasso poderia ser mais utilizado por pacientes sem alternativas financeiramente acessíveis.

Na medicina pública, pacientes e médicos dependem 100% da cintilografia para tomada de decisões. Já na medicina privada há opções como ressonância e ecostresse, que são mais caros.

O presidente do Cnen deixou claro, ainda, que não cabe ao Instituto definir os critérios de distribuição. Por isso, pedimos ajuda do Ministério da Saúde, disse. Segundo Gonçalves, o próprio ministro José Gomes Temporão se comprometeu a designar um profissional para acompanhar as discussões sobre a crise no fornecimento do material.

A reunião desta quinta-feira aconteceu sem a participação de representantes do Ministério da Saúde, que não foram convidados. Procurado pela reportagem do Último Segundo desde as 11h desta quinta-feira, o Ministério da Saúde não havia respondido até o fechamento desta reportagem, às 19h30.

Lula está preocupado

A plateia, em sua maioria formada por representantes de clínicas particulares e médicos que atendem no SUS em diversos Estados do Brasil, chamou a situação de calamidade pública e insustentável. Como resposta, o presidente do Cnen, uma autarquia ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, defende o governo garantindo que ele está fazendo todo o possível.

De acordo com Gonçalves, a presidência da República entrou em contato por telefone na noite desta terça-feira e solicitou uma reunião para a próxima quarta-feira em Brasília. O presidente Lula está preocupado, disse aos participantes.

Uma das principais reivindicações da classe médica é que o governo trate da crise no fornecimento da substância como um problema nacional de saúde pública. Com isso, os profissionais reunidos pretendem pleitear mudanças no valor do repasse do SUS ao Ipen, no modelo de licitação para o fornecimento do material, além de subsídio para a compra de substâncias alternativas.

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