Distância entre aldeias dificulta vacinação de índios contra gripe A

A grande distância entre algumas aldeias indígenas localizadas no Pará é o maior obstáculo para a vacinação contra a gripe suína, segundo admite a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), que desde segunda-feira começou a imunização de 21 mil índios do Estado. Quase 70% desses índios estão nas tribos Caiapó e Mundurucus, nas regiões sul e oeste.

Agência Estado |

O distrito indígena de Redenção é o que concentra as maiores atenções, devido às dificuldades de deslocamento entre as 17 aldeias caiapós do município de São Félix do Xingu. Para se ter uma ideia da distância, a viagem de avião monomotor entre duas aldeias pode levar até uma hora.

A Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) e o Instituto Evandro Chagas mantêm parceria com a Funasa para fortalecer a vigilância nas aldeias e evitar a disseminação do vírus H1N1. A vacinação atinge primeiro as grávidas e, depois, as crianças. Na aldeia Trocará, em Tucuruí, onde foi registrado o primeiro caso de gripe suína entre os índios paraenses, a vacinação deve se estender aos 200 habitantes.

A Sespa informou que dispõe de kits de teste rápido, insumos para coleta de material e medicamentos para combater o vírus logo que ele seja identificado. A Funasa argumenta que está aplicando na vacinação todas as medidas para prevenir a possibilidade de qualquer surto da doença entre os índios. Se, por acaso, alguém apresentar sintomas da gripe, haverá condições de isolar o doente, tratá-lo e evitar que o vírus se alastre.

Carlos Mendes

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