O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), reiterou no fim da manhã de hoje o conteúdo da nota da Direção Nacional do PMDB que recomenda a saída dos dissidentes do partido. Não queremos forçar ninguém a estar no PMDB.

Não queremos que estejam, mas que 'sejam' do partido", afirmou Alves, sem citar nomes de dissidentes, caso dos senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE).

Por causa de divergências no PMDB e também em outros partidos, segundo o líder, há um grupo de parlamentares que tenta aprovar no Congresso uma "janela" que permita aos detentores de mandatos trocarem de partido sem serem punidos por infidelidade partidária. "Nosso objetivo é fortalecer os partidos e este é um começo", afirmou Henrique Alves.

O líder disse que o PMDB sempre deu espaço para diferentes correntes, mas que é preciso diferenciar "a crítica construtiva da crítica desrespeitosa, que prejudica a imagem do partido". Segundo Henrique Alves, a nota divulgada ontem no site do PMDB será também encaminhada a todas as assembleias e câmaras municipais para serem lidas pelos líderes do PMDB. "A nota é uma defesa do PMDB a uma série de inverdades", afirmou o líder peemedebista, que participou, no Rio, do I Fórum Brasileiro de Zonas de Processamento de Exportações.

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