RIO DE JANEIRO ¿ O Disque-Milícia da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) recebeu, somente em seu primeiro dia de atividades, dez denúncias sobre a atuação de grupos paramilitares na capital fluminense e em outras cidades do Estado. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da CPI das Milícias, em desenvolvimento na Casa, disse que todas as ligações contém informações consolidadas e relevantes.


O serviço começou a ser disponibilizado pelo 0800-282-0376 e opera de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. De acordo com Freixo, inúmeras ligações foram recebidas e dez contém dados formalizados e relevantes sobre os grupos milicianos. A central foi criada após terem sido cometidas torturas contra a equipe do jornal O Dia e um morador da Favela do Batan, na zona oeste do Rio.

Trata-se de um número bastante considerável, visto que o telefone do Disque-Milícia ainda não foi amplamente divulgado. Acho que estamos no caminho certo para prover informações relativas aos grupos paramilitares que atuam, segundo as denúncias, inclusive foram da capital, adiantou o deputado.

Todas as informações são analisadas por peritos de inteligência e repassadas para um delegado da Polícia Federal, responsável por reunir os dados. A CPI tem 150 dias para concluir os trabalhos e deve continuar durante o recesso.

Marcelo Freixo informou que, na próxima quinta-feira, às 10h, serão ouvidos pela CPI das Milícias o delegado Marcus Neves e os inspetores Lício Modesto e Marco Antônio Barbosa, todos da 35ª DP, responsáveis pelas prisões do pescador Antônio Salustiano e Ocian Salustiano, acusados de fabricar uma bomba caseira utilizada em um ataque contra a unidade policial.

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