Disputa pela presidência da Câmara e do Senado deixará sequelas, afirma Múcio

BRASÍLIA ¿ O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, afirmou, neste domingo, que apesar da disputa pela presidência da Câmara e do Senado ocorrer entre partidos da base aliada do Governo é preciso trabalhar com cautela.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Todos os candidatos são da base, portanto precisamos ter cuidado na maneira de conduzir, trabalhar, para não macular relações com os outros companheiros. Quando você disputa com adversários, pode até desfrutar de resultados com entusiasmo, mas aquele que for escolhido na casa será da base do governo. Os que não forem eleitos também são da base. É essa costura que precisa ser feita, sempre invocando espírito democrático. Mas, evidentemente que ficam (seqüelas) e é por isso que precisamos ter cuidado, ressaltou o ministro.

Questionado sobre a possibilidade de um prêmio de consolação para os partidos derrotados, como a distribuição de cargos no poder Executivo, Múcio negou. Não tem prêmio de consolação. O prêmio de consolação é o resultado da maioria, por isso somos democratas e zelamos pela maioria, destacou o ministro.

Para o ministro de articulações políticas do Governo, precaução seria a palavra de ordem neste momento de disputa. Precaução é a palavra de ordem. É preciso cuidado na forma de conduzir. Todos entendem o resultado, o voto é secreto. Aqueles que não obtém a vitória ficam magoados. Por isso é preciso trabalhar. Trabalho com o vitorioso e com aqueles que não lograram vitória. A disputa é dentro de um campo de aliados. Isso sempre deixa algumas marcas, acrescentou.

Segundo informou o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem recomendado cautela. O presidente tem recomendado muita cautela. É preciso ter cautela. O vencedor é aliado, aquele que não for vencedor também é aliado, completou.

Múcio participou nesta manhã de reunião com a bancada do PTB, no Congresso, para negociar apoios ao candidato Michel Temer (PMDB-SP), que disputa a presidência da Câmara com os deputados Ciro Nogueira (PP-PI), Osmar Serraglio (PMDB-PR) e Aldo Rebelo (PC do B-SP).

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