O presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Edinho Silva, disse na noite desta terça-feira que o deputado Ciro Gomes (PSB) ainda não descartou a possibilidade de ser candidato ao governo paulista.

Na semana passada, líderes de nove partidos da base aliada haviam decidido dar um ultimato a Ciro. A reunião havia sido marcada para o dia 11, quinta-feira, mas foi adiada para o dia 24 deste mês.

"O Ciro pediu para conversar depois do Carnaval. Ele quer conversar e nos também. O importante e que conseguimos manter o dialogo".

Também na semana passada, Ciro deu entrevistas em Brasília dizendo que é candidato à Presidência da Republica. Segundo fontes petistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou irritado quando soube que os partidos aliados, pressionados pelo PT, iriam dar um ultimato a Ciro e assumiu pessoalmente as negociações com o deputado do PSB.

Para não desagradar a base do partido em São Paulo, que cobra uma decisão rápida quanto à candidatura ao governo do Estado, Edinho disse que, paralelamente às conversas com Ciro, o PT continua trabalhando com a possibilidade de lançar um candidato próprio.

"O PT continua conduzindo o processo de debate sobre a candidatura", disse Edinho, pouco antes da cerimônia de posse da nova direção do diretório estadual do PT.

No mesmo evento, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, liderança emergente do PT e pré-candidato ao governo, exemplificou a discordância da base do partido em São Paulo quanto à insistência de Lula em manter o dialogo com Ciro.

"Esperamos tudo o que podíamos esperar. Esperamos de setembro ate fevereiro. Creio que a vontade do presidente não se concretizou. Ele queria o [deputado Antonio] Palocci, mas não deu certo. Ele quis o Ciro e não deu certo".

Emidio chegou a ironizar a situação. "Eu acredito no Ciro. Ele falou que não vai ser candidato e eu acredito".

Ciro Gomes

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