¿Não há crise entre a Polícia Federal e a Abin¿, afirma o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da PF. ¿Tivemos reuniões para tratar do assunto de forma cooperativa.

Assim como nós prendemos colegas nossos em desvio de conduta, faremos investigações em qualquer área do setor público. Corrêa alerta que nenhuma instituição está fora do alcance da lei. Se restar provado desvio de conduta em qualquer atuação da PF ou na Abin, o responsável será alcançado.

Ele atesta que existe uma convergência entre a PF e a Abin, com o aval do Gabinete de Segurança Institucional, no sentido de agilizar mais os processos apuratórios internos paralelos nas duas instituições. O delegado afasta taxativamente versões de que o inquérito sobre o vazamento da Satiagraha é sintoma de crise na instituição. O sigilo das investigações é princípio basilar do inquérito policial. A corregedoria apura desvios de conduta de qualquer servidor. Não interessa o cargo que ocupa, nem a função. Onde houve vazamento, abaixo ou acima, será investigado. Esse é o conforto da instituição, que está funcionando plenamente. Não há descontrole. Talvez alguns não queiram a PF nesse estilo.

Repudia divisão na sua polícia. A Polícia Federal nunca esteve tão unida e controlada. Ele recebeu o "Estado" em seu gabinete no Máscara Negra, edifício-sede da PF em Brasília. Falou categoricamente dos planos para a corporação que dirige desde agosto de 2007 e do modelo de gestão empresarial que quer impor na PF. O objetivo é eliminar gargalos enormes na realização dos serviços. A preocupação gerencial é também com a redução de custos. Tratamos aqui de dinheiro público em um País com recursos escassos. A meta é reduzir em 50% os gastos operacionais, combinado com sistema indicador de desempenho que privilegie a meritocracia, qualificação de pessoal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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