Diretora do Museu Imperial de Petrópolis é afastada

Foi editada na sexta-feira a portaria 119 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que afasta do cargo por 60 dias Maria de Lourdes Parreiras Horta, que dirigia o Museu Imperial de Petrópolis (RJ). Ela foi acusada de irregularidades por uma funcionária.

Agência Estado |

Outra servidora também foi afastada por conta do mesmo caso. Maria de Lourdes não comentou as acusações.

Ela já tinha sido acusada, tempos atrás, de outras irregularidades, que estão em investigação pelo Ministério Público Federal. Entre as acusações, está a de que Maria de Lourdes teria ordenado obras e intervenções ilegais no prédio-sede do museu, que tem 163 anos e é tombado. Também se investiga sua possível colaboração num esquema para trocar pedras preciosas da coroa de d. Pedro II, que foi emprestada a uma joalheira durante sua gestão e teria sido copiada e adulterada.

No ano passado, Maria de Lourdes acusou o atual diretor de Museus do Iphan, José do Nascimento Jr., de ter ordenado monitoramento e escutas ilegais nos gabinetes dos diretores dos museus federais. Teriam sido "grampeados" mais de 8 mil e-mails privados, segundo ela alegou na época, e quem teria ordenado a quebra das senhas teria sido o diretor dos museus. "Mas, no processo administrativo que corre no Iphan, ela anexou apenas 4 e-mails, todos eles falando mal de mim. Se são contra mim, então que escuta é essa?", disse anteontem Nascimento Jr.

O caso também está sendo investigado pela Polícia Federal de Petrópolis. A polícia requisitou o computador utilizado pela diretora do museu, mas ela levou quatro dias para entregá-lo, e teria procedido a uma limpeza nos arquivos antes de cumprir a ordem.

A disputa administrativa acontece justamente num momento-chave para os museus federais. Há uma semana, o novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, enviou ao Congresso um projeto do executivo que cria o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram). A gestão dos museus federais deixaria de ser um departamento dentro do Patrimônio Histórico e adquiriria autonomia. Já está em apreciação e deve ir a votação na Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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