Diretor transforma Emef de SP em escola high-tech

Alunos de 7 a 14 anos da Escola Municipal de Educação Fundamental Raul Fernandes podem, sem sair da Brasilândia, zona norte de São Paulo, conhecer o acervo virtual do Museu do Louvre, de Paris; driblar a falta de papel e tinta para expor, na tela da TV, os trabalhos artísticos realizados no computador; ler obras de literatura e letras de música com os recursos audiovisuais da televisão; além de ter um canal que será usado na transmissão de um telejornal produzido por eles. A escola high-tech surgiu quando Carlos Alberto de Oliveira, diretor da Emef, queria acabar com aquele leva e traz da televisão e do videocassete de uma sala para outra.

Agência Estado |

Tudo é feito a partir de um computador, dez aparelhos de DVD e duas câmeras, acoplados a um modulador, desses utilizados em condomínios. O esquema é simples: cada aparelho está conectado a um canal que pode ser sintonizado, via cabo, pelas 22 televisões espalhadas pela escola - uma para cada sala de aula. Os “gadgets” (Carlos Alberto se refere aos eletroeletrônicos com a palavra da moda) estão todos no que era a sala do diretor. Hoje, o local mais parece um estúdio. Tem mesa com microfones, iluminação, câmeras e todo o resto. “Era uma necessidade estritamente administrativa, não era nada pedagógico”, admite.

Mas a idéia deu certo. “Quem entra aqui pergunta: ‘alguém deu tudo isso a você?’ ou ‘vocês fizeram festa para comprar tudo isso?’”, diz o diretor, que imposta a voz para responder que não! Tudo foi comprado com a verba repassada pela Prefeitura. “Uns R$ 15 mil, R$ 17 mil por bimestre.” As informações são do Jornal da Tarde .

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