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Diretor evita comparações e diz que Lua Nova é um filme diferente

MADRI ¿ Lua Nova é uma obra com seus próprios desafios que não deve ser percebido como uma simples sequência, é um novo filme, disse hoje, em Madri, Chris Weitz, diretor da segunda adaptação cinematográfica da saga Crepúsculo, que na próxima semana estreia em circuito mundial.

EFE |

Getty Images

Robert Pattinson, o diretor Chris Weitz, Kristen Stewart e Taylor Lautner em Madri

O cineasta aterrissou em Madri, junto com os atores Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner, para promover a segunda etapa deste "Romeu e Julieta" em versão vampiresca, cuja primeira parte, "Crepúsculo" (2008), arrecadou mais de US$ 350 milhões no mundo todo.

"Estou tranquilo, o êxito da primeira parte assegura a resposta do público e, além disso, contei com um elenco de atores maravilhosos", afirmou Weitz, que substituiu na direção Catherine Hardwicke, encarregada do primeiro filme.

Centro das atenções dos olhares femininos ¿ e também de muitos masculinos ¿, Robert Pattinson considera que Edward, o vampiro que interpreta na ficção, tem "um lado obscuro muito bem trabalhado". "Tive tempo para refletir sobre meu papel e, além disso, Edward aparece menos em 'Lua Nova'", explicou.

Taylor Lautner, outro dos bonitões da saga, afirmou que seu personagem, o lobisomem Jacob, "mudou muito com relação à primeira fase". "Por sorte, Chris Weitz me ajudou para assimilar essa nova interpretação", explicou o ator de 17 anos.

A atriz Kristen Stewart dá vida nas telas a Bela, uma jovem estudante que não só está apaixonada de Edward, mas também é íntima amiga de Jacob. "'Lua Nova' é meu livro favorito da série, e estava muito nervosa antes de começar a rodar", confessou a atriz.

O segundo filme da saga se caracteriza pelo enfrentamento, cada vez mais radicalizado, entre os vampiros de Edward e os vampiros de Jacob, enquanto Bela mantém o equilíbrio para não optar por nenhum dos dois grupos.

O excessivo respeito à castidade foi uma das notas mais polêmicas da saga "Crepúsculi", cuja responsável, a escritora Stéphanie Meyer, defende a opção de chegar virgem ao casamento. "Entendo que na Espanha, um país tão liberal, a defesa da moralidade possa chocar tanto", opinou Weitz. O diretor considera "um pouco cínica", no entanto, a visão da sociedade atual, que "encoraja os jovens a manter relações desde cedo".

Kristen Stewart tomou o bastão para expor a questão de uma forma "muito doce" que o vampiro Edward queira "defender sua virgindade", já que "procede de uma época distinta e tem outros valores".

Robert Pattinson tratou de racionalizar a simpatia que despertam os personagens de Edward e Jacob: "é habitual sentir pena dos maus, pelo psicopata, até ele te levar para o quarto", brincou antes de assinalar que a "visão" de Edward é "distinta da do público".

Retomando o discurso de seu companheiro de cena, Taylor Lautner afirmou que não contempla os personagens simplesmente do vampiro e do lobisomem. "Acho que as pessoas passam o mesmo: se identificam com o que sentimos, e não com o que somos".

Enquanto os protagonistas do filme respondiam às perguntas da imprensa em um hotel no centro de Madri, centenas de adolescentes faziam fila no Palácio de Vistalegre, onde está previsto para esta tarde um encontro dos fãs de "Crepúsculo".

"Tudo explodiu de repente e, no início, eu estava muito bem, mas meu ego não é tão grande assim e chegou um momento em que fiquei nervoso", confessou Robert Pattinson, que fez tratamento psicológico para se libertar da pressão. "Repito muitas vezes que os admiradores não me querem, mas a Edward".

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