Diretor e secretária da Camargo Corrêa são indiciados pela Polícia Federal

SÃO PAULO - A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira o engenheiro Raggi Badra Neto, diretor de licitações da Camargo Corrêa, no inquérito da Operação Castelo de Areia. Badra é apontado pela PF como um dos integrantes de suposta organização criminosa para superfaturamento de obras públicas, licitações fraudulentas e doações eleitorais por fora. As informações são do site do jornal o Estado de S. Paulo.

Redação |

O executivo foi preso na manhã de quarta-feira em caráter temporário, por decisão do juiz Fausto Martin De Sanctis, sob acusação de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e câmbio ilegal.

Raggi Badra nega a prática de tais crimes. Questionado sobre conversas que teve com os outros dirigentes da Camargo Corrêa e com o doleiro, ele reiterou que não realizou nenhuma conduta ilícita.

Segundo a PF, ele explicou que apenas mantém contato com os demais funcionários e diretores da empresa. "São contatos profissionais em razão do cargo de direção que ocupo", declarou o engenheiro.

Secretária

A PF também enquadrou a secretária Darcy Flores Alvarenga, presa sob acusação de agendar encontros de outros dois diretores da construtora, Fernando Dias Gomes e Pietro Giavina Bianchi, com o doleiro Kurt Paul Pickel, apontado como articulador do esquema.

Relatório de Inteligência da PF afirma que Darcy é "conhecedora do esquema engendrado para a consecução de ilícitos diversos". O relatório sustenta que Raggi Badra é "atuante no ramo de licitações e estaria perpetrando atividades espúrias ao arrepio da legislação".

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