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Diretor do HC-SP diz ter soro da vida mais barato

O diretor de Clínica Médica do pronto-socorro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Irineu Tadeu Velasco, criticou ontem a utilização de novo soro para socorrer pacientes com hemorragias, em atendimentos do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Segundo Velasco, não foram realizados estudos adequados, e o produto custa mais do que o dobro de uma solução com os mesmos efeitos fabricada pelo próprio hospital, que é ligado ao governo do Estado.

Agência Estado |

Para Velasco, o protocolo para aplicação do "soro da vida" não prevê comparação com outros produtos nem orienta hospitais sobre procedimentos para receber os pacientes tratados - análises defendidas pelo governo estadual antes do uso de novas drogas no sistema público. "Parece que é só para fazer propaganda do soro." Ele alertou sobre a necessidade de treinamento para uso do produto, pois há riscos na sua aplicação em mulheres grávidas e pessoas com diabete descontrolada.

Parte dos pacientes no Estado passará a receber o novo soro, chamado de "soro da vida", que custa R$ 25, tem alta concentração de sal e amido e combate rapidamente hemorragias durante o transporte na ambulância. O soro utilizado na emergência do HC foi criado por Velasco há mais de 20 anos e é feito à base de água e alta concentração de sal, apenas. Segundo ele, no HC a fabricação custa R$ 7 ao hospital.

"As duas soluções têm a mesma efetividade em pacientes que estão a caminho do pronto-socorro", afirmou o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Álvaro Réa-Neto.

Experiência

A AutoBan, que administra as Rodovias Anhangüera e Bandeirantes, tem uma boa experiência com o "soro da vida". A solução hipertônica, elaborada com cloreto de sódio e amido, foi aplicada em 90 vítimas graves, socorridas pela equipe de resgate particular da empresa. Todos os pacientes, com traumatismo craniano e hemorragia severa, chegaram vivos ao hospital. Em média, o tempo de sobrevida aumentou em 10%. O Corpo de Bombeiros da capital paulista usará o soro, de forma experimental, por um período de seis meses. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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