AMAZONAS - O diretor do Departamento Aeroportuário de Coari, que administra o aeroporto de onde saiu o voo que caiu sábado em Manacapuru, Eufrázio Azevedo Filho, admitiu nesta segunda-feira que não existe nenhuma fiscalização de aeronaves no local, que é administrado pela Prefeitura e já havia sido interditado em 2006 pelas autoridades aeronáuticas por falta de segurança - pois até agricultores atravessavam a pista durante as decolagens. Por mês, o aeroporto opera 180 viagens e transporta, em média, 3 mil passageiros.

Por volta das 16 horas de sábado, o Bandeirante prefixo PT-SEA que seguia de Coari para Manaus caiu no Rio Manacapuru, provavelmente após uma pane em um dos motores e uma tentativa de pouso forçado. Das 28 pessoas a bordo do turboélice, só quatro foram salvas pela população ribeirinha, antes de a porta de emergência ficar travada.

Dos 103 acidentes aéreos contabilizados em 2008, 98% envolveram aeronaves da aviação geral (táxi aéreo e jatos executivos). A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) já preparam regras rígidas para o setor.

Batizada de Decolagem Certa, a ação tem o objetivo de vetar autorizações de voo para pilotos ou aviões cujas licenças estejam vencidas. O sistema, desenvolvido pela Gerência Regional do Nordeste, deverá estar instalado nos cerca de cem aeroportos públicos do País até maio.

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