O resultado ruim da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA) no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) não chegou a causar surpresa na instituição. Em 2003, eu já havia avaliado o curso como muito ruim, mesmo, afirma o diretor da faculdade, José Tavares Neto.

"Fizemos uma reforma curricular, que começou a ser implementada no ano passado, mas os resultados ainda vão demorar a aparecer."

Apesar disso, as instalações da faculdade são consideradas adequadas ao ensino, tanto por professores quanto por alunos - exceção feita ao Hospital Universitário. Hoje, a faculdade tem 1.056 estudantes na graduação e 196 professores. "Nosso maior problema é com a parte prática", afirma o presidente do Diretório Acadêmico da instituição, Gabriel Schnitman. "Há bastante teoria, mas pouca possibilidade de exercer o que se aprende na sala de aula", diz.

Tavares Neto concorda. "Infelizmente, o Hospital Universitário ainda não tem capacidade de absorver todos os alunos", afirma. "Eles então acabam indo procurar estágio em outros locais, que não oferecem a estrutura necessária para a aprendizagem, além do que desestimula o acompanhamento, por parte dos professores, do desempenho dos estudantes."

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