O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, não quis comentar hoje as possíveis linhas de investigação do inquérito instaurado para apurar o suposto grampo que captou a conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Garantiu, no entanto, que o trabalho da polícia não parte de alguém suspeito.

"Não estamos investigando pessoas nem instituições, estamos investigando o fato. A partir deste fato, qualquer pessoa, independentemente de ser agente público ou não, que for identificada como autora será alcançada e responsabilizada. Se for agente público, o próprio Direito Penal prevê o agravante", disse Correa após inaugurar, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, novas instalações da na Polícia Federal.

"Não queremos é que coloquem a atividade lícita, legal, que a Polícia Federal e as demais polícias fazem, no mesmo campo onde operam estes que são da ilegalidade, pois quem perde com isto é a sociedade. A polícia opera dentro do campo da legalidade para produzir provas, com o controle do Ministério Público, do judiciário e os seus atos são facilmente auditáveis, enquanto que estes que operam em um determinado campo são criminosos e, como tal, serão buscados pela Polícia Federal", afirmou Corrêa.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.