Diretor da Abin nega que ex-espião tenha coordenado Operação Satiagraha

BRASÍLIA - O diretor do Departamento de Contrainteligência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Maurício Fortunato Pinto, negou nesta quarta-feira, em depoimento à CPI dos Grampos, que o ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio do Nascimento tenha coordenado o trabalho de agentes da Abin na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Ambrósio é apontado na mais recente edição da revista Istoé como coordenador dos agentes da Abin que participaram da Operação Satiagraha ¿ ação responsável pela prisão do sócio - fundador do Opportunity, Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, acusados de crimes contra o sistema financeiro.

Fortunato admitiu, porém, que Francisco Ambrósio participou das investigações, na sala do 5º andar da sede da Superintendência da PF, mas ressaltou várias vezes que a coordenação das atividades era feita pelo delegado da PF, Protógenes Queiroz. Ele também reiterou que a Abin não é responsável pelos grampos telefônicos dos quais foram alvos o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, senadores e ministros de Estado. 

A Abin, desde sua criação e jamais em qualquer situação por mais crítica que fosse, utilizou mecanismos espúrios. Mais uma vez reafirmo que a Abin não realizou, não patrocinou nem colaborou com as informações da revista Veja, às quais repudio veementemente, disse.

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